Logística e Meio Ambiente

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O IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas acaba de divulgar a quinta e última parte do mais completo relatório sobre o aquecimento global já produzido pela ciência e aponta: precisamos zerar as emissões dos gases causadores do efeito estufa até o final deste século. Entre os maiores emissores do gás carbônico (CO2), um dos principais causadores das alterações no clima do planeta, está o setor de transportes. Segundo Ricardo Albregard, da AGEV – Associação de Gestão de Despesas (Fone: 11 4625.0404), o mercado brasileiro de gestão de frotas já vem trabalhando neste sentindo há mais de 10 anos e obtendo grandes resultados. “Daqui para frente, todo gestor deverá ter como prioridade zero a busca na redução das emissões de CO2 das frotas, já que a mitigação se consolida como um item de atenção de centenas de empresas comprometidas com a sustentabilidade e, com o acordo climático global que deve ser fechado em 2015 pelos países membros da ONU, certamente se tornará um requisito obrigatório”. Para reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa, as empresas que prestam serviços de gestão de despesas com veículos fazem uso de inúmeras tecnologias que, juntas, fornecem os relatórios gerenciais necessários para detectar as medidas que precisam ser adotadas. Elas vão desde o uso prevalente de combustíveis renováveis a uma melhor manutenção dos veículos, passando por treinamento dos condutores e até pela melhor definição das rotas. “Hoje já temos várias empresas que conseguiram reduzir suas emissões CO2. Uma delas chegou ao recorde de 58%”, destaca Raphael Rodrigues, diretor da AGEV. E Albregard continua: “não podemos nos esquecer que a questão do combustível é estratégica, tanto para as despesas com frotas como para o clima, segundo o penúltimo relatório do IPCC, ‘Bioenergias podem desempenhar um papel crítico para a mitigação’. Embora o texto não faça uma referência direta aos biocombustíveis, a cana-de-açúcar é citada como alternativa: ‘evidências sugerem que opções com emissões de baixo ciclo de vida (como a cana-de-açúcar, árvores com crescimento rápido e uso sustentável dos resíduos de biomassa, algumas já disponíveis) podem reduzir emissões’”.

Estudo da DHL Supply Chain aponta que logística sustentável é primordial para o crescimento nos negócios

A cadeia de suprimentos sustentável revelou-se uma oportunidade inexplorada para capturar valor e gerar receitas superiores, aponta um estudo realizado pela DHL Supply Chain (Fone: 19 3206.2200) em parceria com o Grupo Lharrington LLC. Enquanto, antigamente, a cadeia de suprimentos era o elo mais fraco do ponto de vista da sustentabilidade, o novo processo é um imperativo de negócios que pode reduzir as emissões de carbono, proporcionar diminuições significativas de custos e melhorar o favorecimento entre os consumidores. Segundo o estudo, uma cadeia de suprimentos ambiental gerencia produtos e materiais desde o início até o fim da sua vida útil, como em um circuito fechado. A eliminação dos resíduos economiza recursos, enquanto a reciclagem eficaz gera valor. Citando exemplos da indústria, o estudo da DHL Supply Chain explora a melhor forma de gerenciar cadeias de suprimentos “verdes” e, também, como empresas líderes estão reduzindo com sucesso emissões de carbono, otimizando as operações e criando novos fluxos de receitas lucrativas. O estudo ressalta que as empresas que aplicam melhores práticas de negócios reportam redução de custos de quase US$ 1 bilhão resultante de sua cadeia de suprimentos sustentável. Assim, essas companhias já não percebem a sustentabilidade como um custo adicional, mas sim como uma oportunidade de criar valor. Para ressaltar a importância da sustentabilidade dentro da DHL, a empresa conta com o Programa GoGreen, que busca minimizar os impactos causados ao meio ambiente a partir das operações da empresa. Um dos principais objetivos é, até 2020, reduzir em 30% a emissão de CO2 causada pelas atividades. Esse desafio foi lançado em 2009 e os resultados alcançados têm sido maiores do que o esperado. Isso só foi possível porque todos os elos da cadeia de suprimentos são estimulados a reduzir o consumo, reutilizar e reciclar materiais, contribuindo para a preservação de recursos naturais. Além disso, a DHL Supply Chain estimula que as operações inovem e desenvolvam técnicas para tornar seus processos e operações mais eficientes, utilizando menos matérias primas e otimizando o transporte das mercadorias. Um dos setores que é mais atendido pela DHL Supply Chain no aspecto da sustentabilidade e da logística reversa é o de tecnologia. São mais de 120 mil toneladas de produtos movimentados por ano, como celulares, eletroeletrônicos, computadores, tablets e impressoras. Atualmente, cerca de 20% dos clientes da DHL Supply Chain são do setor de tecnologia. E para seguir um programa de sustentabilidade, a empresa passou a ter um melhor gerenciamento dos processos, consolidando pedidos para assim otimizar o uso da frota e, consequentemente, reduzir emissões de CO2 das operações. “Quando o modelo de cadeia de suprimentos sustentável é executado corretamente, as empresas capitalizam aumentos de receita e elogios sociais dos clientes, ao mesmo tempo garantindo que suas operações estejam de acordo com as medidas de conformidade exigidas, como reduzir, reutilizar, reciclar e recuperar”, completa Marcos Menna, diretor sênior de operações da DHL Supply Chain. Segundo ele explica, a redução está relacionada à eliminação de resíduos gerando eficiência; a reutilização envolve a remodelagem do produto; já a reciclagem significa garantir que seus resíduos gerados se transformem em oportunidade. A recuperação é o processo de decompor produtos que estão no fim de sua vida útil para capturar valores residuais.

Fonte: Portal Logweb

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